Ficha técnica
Software: Illustrator, After Effects, GarageBand
Hardware: MacBook Pro
Arquivos do Autor:Kleber Oliveira
2012
Alguns conceitos importantes para trabalhar em 2012: Foco, Embalagem e Conteúdo. Em outras palavras: quando, como e o quê.
Texto completo no post anterior.
Ponto. Parágrafo…

O tempo é mesmo uma entidade complexa. Talvez o único consenso a respeito seja que ele não pára. Alguns acham que ele não passa e seguem levando a mesma vida de sempre, sem novidades, sem surpresas, sem riscos, sem aprendizado… Outros vivem no limite, sem saber o que passou direito, dada a rápida velocidade dos eventos sequenciais. Há pessoas que ficam irremediavelmente marcadas por fatos ocorridos num passado distante que teima em ser revivido pelas cicatrizes aparentes e ocultas. Outras literalmente passam a vida em branco, sem fatos memoráveis ou notáveis. Muitos se arrependem do que fizeram ou do que não fizeram. Uns planejam. Uns deixam correr solto.
Misteriosamente, o tempo se move sem que possa ser visto. Sabemos que passou e vemos suas pegadas. Sabemos que vai passar por uma questão de continuidade e embalo. Mas não é possível ver o momento. Por ser movimento, o ponto não existe pois se torna linha. A tênue divisão entre passado e futuro – o presente – é altamente volátil e conceitual.
Independente destas diferentes percepções e interpretações, o tempo existe e permite que existamos. Assim como um filme, a nossa vida é composta por vários pedacinhos que são dispostos em sequências que podemos alterar por meio de nossas lembranças. Podemos colocar partes novas e remover outras nem sempre tão brilhantes. Ou, em outra comparação, nosso tempo pode ser registrado pela nossa memória em capítulos. Alguns vibrantes e excitantes e outros extenuantes e monótonos. É o contraste que permite apreciar as coisas boas e aprender com as ruins. Sem variação somem os referenciais e parece que tudo pára. Tudo, menos o tempo.
Pode ser que tenha chegado a hora de colocar um ponto final em algumas coisas e iniciar um novo parágrafo. Simples assim. Depende da sua percepção. Depende de sua vontade de seguir. Depende do seu tempo.
Comunique-se.
Diariamente recebemos uma série de informações, algumas solicitadas e a grande maioria não. Nem sempre conseguimos receber essas mensagens porque nem sempre elas chegam pelos canais mais adequados.
Para facilitar, o gráfico acima sugere alguns usos mais apropriados, levando em consideração a pressa para que a mensagem chegue e a certeza que vai chegar (se o destinatário vai entender ou não, é outro problema). Assim a forma mais rápida e com maior certeza de recepção é a velha conversa olho no olho (é também bem moderna: wireless, em tempo real e controlada pela mente) e a forma mais lenta o correio e as malas diretas. Por outro lado, a conversa é consumida imediatamente, tem alcance restrito e não deixa traços físicos, a menos que seja gravada e colocada no YouTube, onde pode ser assistida por milhões de pessoas por um longo tempo.
Como você usa seu tempo?
Estamos todos cheios!

Todos os dias aparecem muitas oportunidades para nós. Dá para resolver a maioria das coisas de dois jeitos: fazendo o que precisa ser feito ou deixando pra lá. A segunda opção normalmente causa menos desgaste, mas também proporciona poucas realizações e poucas entregas. Gera mediocridade por trás de uma segurança aparente.
Fazer o que precisa ser feito depende de coragem, de determinação e de constância. Não dá para baixar a guarda, sempre alerta. É uma forma construtiva de aproveitar as oportunidades que surgem para propor melhorias, baseadas em tudo o que conseguimos aprender em nossas experiências de vida, tenham sido bem sucedidas ou nem tanto.
Na prática, estamos todos cheios de oportunidades: alguns as usam para reclamar da vida, outros para fazer a diferença. É a diferença que conta. A boa notícia é que ainda dá pra começar.
Outro ponto de vista para esse assunto em Do the work
Um pouco de música…

Second
Um croquis sonoro gravado muito caseiramente.
O mundo é um moinho

Passa o tempo e o final de ano parece não perder uma certa aura mágica de que tudo irá mudar. Uma ilusão de fechar um capítulo e abrir outro. Talvez uma mudança mais permanente fosse encarar cada noite como uma passagem para algo novo. Dessa forma é possível que se criassem mais coisas belas. Que mais problemas fossem resolvidos. Que a vida fosse melhor. Que o prazo para ser feliz fosse menor.
A ilusão de um prazo mágico atrapalha muitas realizações. Colocar o foco no hoje ao invés de no amanhã pode resolver algumas coisas. Quem sabe…
De que lado você está?
Novas mídias, novas linguagens

O fato das empresas trabalharem com as novas mídias sociais (que a propósito não são nem tão novas assim) não implica em resolver os problemas novos. As soluções nem sempre dependem de uma ferramenta, mas da forma de utilizá-la. Não adianta ter um martelo para colocar um parafuso na parede: simplesmente não é a melhor forma de fazer. Da mesma forma, uma ferramenta elétrica reduz o esforço necessário para algumas atividades, mas dependem de uma mistura de habilidade e bom senso para que sejam eficientes. O segredo não está no que se segura, mas na mão. E sempre há necessidade de adaptação para fazer a diferença. Mudar a forma de pensar um uso antigo para otimizar a nova ferramenta.
Na prática, as ferramentas aceleram e potencializam os efeitos das formas de pensar e agir de uma empresa. Se a empresa não tem respeito pelos seus clientes, estar no Facebook ou Twitter não vai alterar isto, apenas vai expor essa fragilidade para mais pessoas. E más notícias já andavam rápido há muitos anos atrás.
Utilizar as novas mídias de forma eficiente implica em interação: ouvir mais os interesses dos clientes e agir de acordo. Problemas vão sempre acontecer, mas uma intervenção rápida pode ajudar a reverter uma insatisfação, fidelizando um cliente que teve um problema resolvido. Afinal de contas, se não houvessem problemas, não haveria necessidade de marketing nem de relações públicas. Trabalhar para prevenir (a tal da proatividade) é ainda melhor para promover uma boa imagem de marca. Mas isso é uma coisa que você já sabia.


